PCDF investiga empresários que usaram robô para fraudar licitação

Não entendi como o controle da licitação pode ser perdido. Toda conexão Web deve ser registrada em LOGs, tanto nos provedores Internet quanto nos servidores de conteúdo Web. Portanto, é completamente rastreável. Se houver indício de fraude, basta ver os LOGs e chega-se ao suposto culpado. Além disso, há autenticação e outros mecanismos para evitar acesso não autorizado.

O que se convencionou chamar de robô é somente um programa que lê um conteúdo e envia uma solicitação, ambos automaticamente. A diferença entre um robô e o navegador (Internet Explorer, Mozilla Firefox, Microsoft Edge, e outros) é somente o fato do robô procurar e solicitar automaticamente baseado em regras que simulam o que uma pessoa faria manualmente no navegador. A parte da automatização é que diferencia o software “robô” do software navegador. Por isso ele é muito mais rápido que a interação humana.
“Robôs” existem há anos na Internet. Antes, eles varriam as páginas Web em busca de endereços de email para enviar Spam, dentre outras coisas. Atualmente eles automatizam tarefas nas licitações, em jogos online, em varreduras de processos pelos tribunais, e por aí vai.
Um “robô” é a evolução natural da própria Web. A própria estrutura de um site facilita a interação de um robô, ou não.
Eu acho que criou-se uma mística em torno dos robôs, de forma similar às urnas eletrônicas, que levam as pessoas, inclusive as com background em TIC, a desenvolver ojeriza a algo que é a essência da Web e das facilidades que ela traz.
Um robô é somente uma ferramenta e, como tal, pode ser usada para o bem ou para o mal. Contra o mal existe o rastreamento, também intrínseco, da estrutura de Internet.

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