Estamos começando a elaboração de um ETP para a realização de uma obra.
Apesar de se tratar de uma com “complexidade simples” (somente pavimento térreo, área com coleta e tratamento de esgoto, terreno público, etc), trata-se de um valor elevado previsto de em torno de 2 milhões.
O que eu gostaria de entender seria esse “meio termo” entre escolher entre as três opções: contratação integrada, semi integrada e “convencional”
Nas leituras feitas, entendi da possibilidade de ser feita a contratação semi integrada, já que a integrada seria “melhor utilizada” para obras mais complexas. Porém, essas duas trazem certa insegurança, tendo em vista que nenhuma delas teria o projeto executivo feito (a semi integrada teria somente o projeto básico né). Portanto, minha dúvida principal é: existiria algum parâmetro específico para escolher cada uma delas? Tendo tempo, seria sempre melhor escolher a “convencional”?
Fico pensando, já que a NLLC nos trouxe essas possibilidades, será que já não deveríamos utilizá-las “mais a vontade”? Mesmo se tratando de custos maiores, a agilidade na execução e a segurança do alinhamento entre projeto executivo e execução (já que o contratado faria os dois) não levaria a construção de uma “obra melhor”, considerando que os riscos fossem alocados da melhor forma na matriz de riscos?
Claramente o ETP deve fazer essas análises e indicar as possibilidades, mas queria ouvir os colegas que possuem mais experiência para discussão para justamente fundamentar melhor o ETP.
Peço desculpas caso já tenha existido discussão similar, não encontrei buscando por aqui.
Gostei tanto que botei 4 IA pra trabalharem no caso. Uma para gerar prompt, duas para pesquisar e outra para sintetizar os achados.
Uma resposta simples e direta: Para uma obra de “complexidade simples” e solução padronizada, provavelmente não cabe a Contratação Integrada ou Semi-Integrada, a menos que haja espaço real para inovação na metodologia de concepção ou execução.
Os critérios “tempo” ou “custar mais” podem fazer sentido, mas geralmente o mais importante é quem deve assumir o risco do projeto.
A Analogia do Alfaiate (By NotebookLM):
Imagine que você quer um terno.
Convencional (Global/Unitária): Você compra o tecido exato e entrega o molde pronto para o alfaiate. Ele apenas costura. Se o molde estiver errado, a culpa é sua. (Ideal para obras onde você sabe exatamente o que quer).
Semi-Integrada: Você escolhe o tecido e o modelo (corte italiano), mas deixa o alfaiate decidir a melhor técnica de costura e o tipo de linha para entregar o melhor caimento. (Ideal quando a expertise do executor melhora o resultado).
Integrada: Você diz “quero um terno para um casamento” e paga um valor fixo. O alfaiate decide o tecido, o modelo e a costura. Se você não especificar muito bem no pedido (Anteprojeto), ele pode te entregar um terno de poliéster barato em vez de lã fria para aumentar o lucro dele. (Só use se você realmente não souber qual o melhor terno e precisar da inovação do alfaiate).
Para obra simples, o modelo “Convencional” (provavelmente Preço Global, se o projeto for bom) evita que você receba um “terno de poliéster”
Com o Gemini, refinado pelo Claude, gerei uma página Web que pode ajudar, reconhecidas as limitações e simplificação para fins didáticos:
Bahhhh, com uma resposta dessa não tem como não gostar do fórum!!!
Muito obrigado mesmo por todo empenho Franklin em trabalhar para esclarecer! Ajudou muito!
Com isso facilita pra convencer a gestão também dos melhores e mais seguros caminhos a serem seguidos!
Poxa, rolou até página web!! Show de bola! Obrigado mesmo e desculpe pela demora em retornar.
Curiosidade, quais IAs vc usou em cada etapa pra gerar prompt, pesquisa e sintetização?
Usei o chatGPT para gerar o prompt. Rodei em modo pesquisa profunda no Gemini e no Claude. Subi os relatórios para o NotebookLM, para sintetizar e gerar infográfico.
Depois, usei o Gemini para gerar uma página web a partir dos dois relatórios. Revisei a página web no Claude, usando novamente os relatórios como base da revisão.
Por fim, usei o Claude e chatGPT para revisar o infográfico gerado pelo NotebookLM, novamente usando os dois relatórios como base de conhecimento para a revisão.
Usei o Gemini (modo imagem) para corrigir o infográfico conforme a revisão.