Obra de engenharia - Contratação integrada, semi integrada ou convencional

Boa tarde

Estamos começando a elaboração de um ETP para a realização de uma obra.

Apesar de se tratar de uma com “complexidade simples” (somente pavimento térreo, área com coleta e tratamento de esgoto, terreno público, etc), trata-se de um valor elevado previsto de em torno de 2 milhões.

O que eu gostaria de entender seria esse “meio termo” entre escolher entre as três opções: contratação integrada, semi integrada e “convencional”

Nas leituras feitas, entendi da possibilidade de ser feita a contratação semi integrada, já que a integrada seria “melhor utilizada” para obras mais complexas. Porém, essas duas trazem certa insegurança, tendo em vista que nenhuma delas teria o projeto executivo feito (a semi integrada teria somente o projeto básico né). Portanto, minha dúvida principal é: existiria algum parâmetro específico para escolher cada uma delas? Tendo tempo, seria sempre melhor escolher a “convencional”?

Fico pensando, já que a NLLC nos trouxe essas possibilidades, será que já não deveríamos utilizá-las “mais a vontade”? Mesmo se tratando de custos maiores, a agilidade na execução e a segurança do alinhamento entre projeto executivo e execução (já que o contratado faria os dois) não levaria a construção de uma “obra melhor”, considerando que os riscos fossem alocados da melhor forma na matriz de riscos?

Claramente o ETP deve fazer essas análises e indicar as possibilidades, mas queria ouvir os colegas que possuem mais experiência para discussão para justamente fundamentar melhor o ETP.

Peço desculpas caso já tenha existido discussão similar, não encontrei buscando por aqui.

Muito obrigado

Dúvida porreta, hein, @victor_ybarzo

Gostei tanto que botei 4 IA pra trabalharem no caso. Uma para gerar prompt, duas para pesquisar e outra para sintetizar os achados.

Uma resposta simples e direta: Para uma obra de “complexidade simples” e solução padronizada, provavelmente não cabe a Contratação Integrada ou Semi-Integrada, a menos que haja espaço real para inovação na metodologia de concepção ou execução.

Os critérios “tempo” ou “custar mais” podem fazer sentido, mas geralmente o mais importante é quem deve assumir o risco do projeto.

A Analogia do Alfaiate (By NotebookLM):

Imagine que você quer um terno.

Convencional (Global/Unitária): Você compra o tecido exato e entrega o molde pronto para o alfaiate. Ele apenas costura. Se o molde estiver errado, a culpa é sua. (Ideal para obras onde você sabe exatamente o que quer).

Semi-Integrada: Você escolhe o tecido e o modelo (corte italiano), mas deixa o alfaiate decidir a melhor técnica de costura e o tipo de linha para entregar o melhor caimento. (Ideal quando a expertise do executor melhora o resultado).

Integrada: Você diz “quero um terno para um casamento” e paga um valor fixo. O alfaiate decide o tecido, o modelo e a costura. Se você não especificar muito bem no pedido (Anteprojeto), ele pode te entregar um terno de poliéster barato em vez de lã fria para aumentar o lucro dele. (Só use se você realmente não souber qual o melhor terno e precisar da inovação do alfaiate).

Para obra simples, o modelo “Convencional” (provavelmente Preço Global, se o projeto for bom) evita que você receba um “terno de poliéster”

Com o Gemini, refinado pelo Claude, gerei uma página Web que pode ajudar, reconhecidas as limitações e simplificação para fins didáticos:

Regimes de Execução na Nova Lei de Licitações

Com o NotebookLM, refinado pelo Claude+ChatGPT, gerei um infográfico bacanudo sobre o tema:

Eu (e as IAs) esperamos ter contribuído.

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Rapaz… estou impressionado com essa questão das IAs, kkkkkkkk

Bahhhh, com uma resposta dessa não tem como não gostar do fórum!!!
Muito obrigado mesmo por todo empenho Franklin em trabalhar para esclarecer! Ajudou muito!
Com isso facilita pra convencer a gestão também dos melhores e mais seguros caminhos a serem seguidos!
Poxa, rolou até página web!! Show de bola! Obrigado mesmo e desculpe pela demora em retornar.
Curiosidade, quais IAs vc usou em cada etapa pra gerar prompt, pesquisa e sintetização?

Oi, @victor_ybarzo

Usei o chatGPT para gerar o prompt. Rodei em modo pesquisa profunda no Gemini e no Claude. Subi os relatórios para o NotebookLM, para sintetizar e gerar infográfico.

Depois, usei o Gemini para gerar uma página web a partir dos dois relatórios. Revisei a página web no Claude, usando novamente os relatórios como base da revisão.

Por fim, usei o Claude e chatGPT para revisar o infográfico gerado pelo NotebookLM, novamente usando os dois relatórios como base de conhecimento para a revisão.

Usei o Gemini (modo imagem) para corrigir o infográfico conforme a revisão.

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Coloquei até uma ward nesse passo a passo aqui. Show de bola!