Complementando as excelentes observações anteriores da @JessHipolito e @elder.teixeira, deixo mais uma vez a sugestão, a recomendação, a súplica: avalie bem a NECESSIDADE antes.
Para que servirá o prédio? Em termos atuais e futuros. Qual necessidade, problema, situação a edificação buscará atender? Há possibilidades variadas de análise, em termos de espaço físico, localização, ciclo de vida.
Pode ser que uma reforma tradicional não seja a melhor solução. Talvez um ‘retrofit’ seja mais adequado. Especialmente considerando as novas tecnologias construtivas, sustentabilidade, consumo eficiente de energia e água.
No governo federal, existe a IN SLTI 02/2014 determinando que retrofit deve ser contratado visando à obtenção da Etiqueta classe “A” para os sistemas de iluminação e de condicionamento de ar, ressalvados os casos de inviabilidade técnica ou econômica, devidamente justificados, devendo-se, nesse caso, atingir a maior classe de eficiência possível.
A Nova Lei de Licitações veio fortemente induzindo o pensamento de ciclo de vida, não vale pensar apenas no gasto imediato, mas no conjunto de custos da solução, incluindo manutenção, operação, descarte.
Numa situação como essa, de retrofit, em que pode existir mais de uma alternativa de abordagem para atingir os objetivos de etiquetagem e demais requisitos, pode, sim, fazer sentido uma contratação integrada. Aí a criatividade e capacidade do mercado de inovar, propor ideias diferentes, pode ser um grande aliado. Mas depende, antes, de entender claramente a necessidade e as restrições impostas ao caso concreto.
Pode ser até que a melhor solução nem seja mexer no prédio. A depender da localização e das necessidades, uma permuta com o mercado imobiliário pode ser mais vantajosa. Trocar um prédio velho em localização de interesse comercial por um prédio novo em local menos valorizado comercialmente.
Enfim. Eu sei que isso tudo pode assustar mais do que o desafio inicial de “como contratar a reforma”. Mas não posso deixar de defender a mudança de visão sobre o mundo das contratações.
A parte fundamental da coisa é a estratégia do estudo preliminar, alinhada à estratégia da própria organização para atingir seu valor público para a sociedade.
Espero ter contribuído.