Somos um AS, temos nossos endereços IP próprios e contratamos duas empresas distintas desde 2001, mas sempre em licitações separadas.
Pensando em mudar este cenário, estamos pretendendo contratar através de registro de preço. Alguém já utilizou esta modalidade para este tipo de serviço?
O objetivo é registrar dois lotes (link1/principal, link2/redundante), ambos com o mesmo serviço, mas limitar que o fornecedor possa registrar apenas um lote, garantindo assim registro com duas empresas distintas. A justificativa para uso do registro de preço é a imprevisibilidade da banda necessária e também a futura contratação para outro site.
No meu caso, o Termo de Referência já estabelece de forma expressa que os itens 1 e 2, e os itens 3 e 4, não podem ser fornecidos pela mesma empresa, justamente para garantir a redundância.
Então eu desclassifico a empresa que tenta ganhar o par proibido, porque viola a regra de redundância.
@Leah é isso só não dá para desclassificar antes de definir quem venceu pois a depender do objeto e das exigências a empresa pode dar a melhor proposta mas depois não vencer os primeiros e assim nada impediria que ela vencesse o outro. Por isso nesse modelo é importante julgar 1 para depois julgar o outro e após a definição do primeiro sim, se for o caso, desclassificar.
Os itens da minha licitação têm capacidades diferentes e localidades diferentes, então não existe dependência entre eles.
Itens 1 e 2 (link principal): 200 Mbps (Superintendência)
Itens 3 e 4 (link redundante): 30 Mbps (CETAS)
Se puder, pode me explicar se é melhor eu julgar exatamente como você fez na sua licitação?
@Leah voce pode julgar todos juntos mas sua configuração indica que os itens 1 e 2 são os mais interessantes, assim se julgar os 4 e após a fase recursal a empresa dos itens 1 e 2 for desclassificada e a que atualmente vence o 3 e 4 for a próxima colocada você terá de julgar todos novamente, pois ela passa a ser a melhor dos itens 1 e 2 e não pode ganhar os outros.
julgando primeiro o 1 e 2 passada a fase recursal pode julgar os demais itens, pois o resultado está definido faltando só homologar. Claro que pode adiantar e ir analisando todos mas só seguiria depois, assim evita o retrabalho em todos os itens.
Mas da pra fazer de todas as formas e se der certo de primeira vc ganha tempo, ou seja, não tem certo ou errado, apenas jeitos diferentes de fazer
Não entendi como pode ser “redundante” um link que atende outra localidade. Redundância geralmente significa atender o mesmo local, de modo a servir como segunda opção, caso a primeira falhe.
A redundância prevista no Termo de Referência não se refere à redundância técnica de links para o mesmo local, mas sim à redundância de fornecedores. O órgão estabeleceu que os itens 1 e 2, assim como os itens 3 e 4, devem ser contratados com empresas distintas para evitar dependência de um único prestador, ainda que os links atendam localidades diferentes.
“O quantitativo de 04 (quatro) links dedicados está fundamentado no DFD e no ETP, que demonstra que cada unidade possui demanda própria e contínua […] Além disso, a existência de dois circuitos garante o mínimo de redundância operacional, reduzindo riscos de indisponibilidade total.”
Ele afirma que a redundância existe para reduzir riscos de indisponibilidade total, o que, na prática, é o risco de dependência de um único fornecedor.
É interessante, mas me causa certo receio. Por exemplo, aqui nós temos o desafio de tentar mitigar o risco em contratações DEMO para a região, e seria benéfico não ser o mesmo prestador de serviços para todas as unidades (porque quando dá problema, é o caos). E dividir em itens não impede que a mesma licitante vença todos. Sua solução não é, na prática, restringir que o mesmo licitante apresente a proposta mais vantajosa para todos os itens?
Eu entendo que mitiga o impacto do descumprimento contratual, porque distribui o risco. Mas qual seria a fundamentação suficiente para adoção desse tipo de solução em contratos em geral?
Lendo a descrição, eu interpreto que o risco que se pretende mitigar é de ter uma única empresa atendendendo A MESMA localidade. Precisa ter DUAS EMPRESAS DIFERENTES para o MESMO LOCAL, para que, se um sinal cair, outro se mantenha. Isso é a lógica da redundância.
Não faz sentido ter duas empresas diferentes em locais diferentes. Isso não mitiga o risco de cair o sinal em qualquer dos locais e ficar sem atendimento.