Monitoramento remoto e vigilância diurna

Prezados,

Alguém sabe se podemos incluir no mesmo procedimento licitatório o monitoramento remoto e posto de vigilância diurno?

Oi Telma. Aqui no órgão estamos levantando essa mesma questão, mas ainda não chegamos a uma conclusão. De qualquer forma, parece possível fazer o que você propõe, de acordo com este artigo, mas levando em consideração a competitividade e com uma justificativa, caso não seja feito por itens.
De todo modo, tudo depende de como vocês irão definir o objeto. Na análise de várias licitações para monitoramento eletrônico percebemos diversas possibilidades:

  • empresa de monitoramento não precisa, necessariamente, ser empresa de vigilância
  • se a empresa de monitoramento tiver que deslocar uma guarnição para atendimento de ocorrência, ela terá que ser também de vigilância ou deverá subcontratar uma empresa de vigilância para o atendimento
  • se a empresa de vigilância fornecer monitoramento, ela poderá fazê-lo com recursos próprios ou subcontratando empresa de monitoramento remoto
  • o monitoramento remoto parece ser um serviço sem DEMO
  • se a empresa de monitoramento também tiver que fazer a infraestrutura (cabos, câmeras, etc), então deverá ter um profissional do CREA, ou poderá subcontratar uma empresa somente para isso
  • o órgão poderá contratar a instalação dos equipamentos em processo separado ou fazer a contratação em comodato
  • mesmo que o órgão queira fazer comodato, terá de ter um projeto da infraestrutura (localização e quantitativo de câmeras), mais se parecendo com uma obra de engenharia; ou pode fazer licitação para um projeto de monitoramento (alarmes e/ou câmeras e/ou cercas) e depois licitar o comodato ou instalação

Ainda estamos desenvolvendo os estudos e não temos certeza sobre como devemos fazer. De qualquer modo, pensamos em várias formas de implementar o projeto. Nossas maiores dúvidas têm a ver com viabilidade da subcontratação, participação de ME/EPP na subcontratação, agrupar ou não a vigilância ostensiva com a remota, comodato (instalação, manutenção, realocação, monitoramento remoto ou instalação própria para depois contratar somente o monitoramento remoto, dentre outras.
Mesmo o comodato acaba sendo quase uma instalação própria, pois o valor dos equipamentos é repassado para a Administração; então não conseguimos ainda definir qual dos dois é o mais viável.

2 Likes

Gostei muito de suas observações.
Cheguei às mesmas conclusões.
Encontrei este estudo preliminar que possui características parecidas.
Estudo Técnico Preliminar da Contratação Vigilância.pdf (364,7,KB)

O monitoramento remoto é sem DEMO contudo, precisamos incluir pelo menos dois postos em alguns locais.
Acredito que a melhor resposta seja por comodato pelo aspecto tecnológico envolvido, então a empresa deve fazer cumprir todos as necessidades materiais.
O projeto de infraestrutura pode ser uma planta baixa com as indicações das localizações mais necessárias dos pontos de observação.

É possível contratar empresa que apresente uma execução completa de segurança?
Explico. O objeto seria contratação de empresa para prover solução integrada e completa para exercer a segurança de bens imóveis.

O que achas?

2 Likes

@MSCruz

Colega, acabei de sair de uma reunião e chegamos à conclusão que, no momento, iremos ficar com toda a estrutura de vigilantes presenciais de acordo com a necessidade.
Em paralelo, iremos abrir um EP para contratação de empresa que realize o projeto de viabilidade de monitoramento remoto e sua real aplicação em nossas unidades.

Qualquer outro progresso eu coloco aqui.

Abraços,

Hoje nós discutimos, novamente, aqui no setor o monitoramento depois de ler o ETP que você enviou. O arquivo abaixo tem uma consulta que fizemos sobre as licitações dos últimos 180 dias. As licitações que me pareceram mais interessantes tem as UASGs destacadas em vermelho. A que mais se aproximou de nossa ideia inicial tem uma planilha muito detalhada sobre os equipamentos: licitação 3/2019 da UASG 511449.

Pesquisa solucoes monitoramento eletronico.docx (19,7,KB)

Nós estávamos discutindo sobre como “desenhar” a licitação. Os pontos importantes foram:

  1. Comodato ou aquisição? Como pagamos pelo equipamento e pela instalação, não parece ser comodato. No máximo, um comodato ao contrário, pois a Administração paga todo o custo do equipamento e a empresa faz uso de tudo para prestar um serviço. Seria justo pagarmos o valor total e depois a empresa ficar com o equipamento? E se fizéssemos algo parecido com um leasing, em que a Administração paga pelo equipamento, diluído em 60 meses (ou seu tempo individual de vida útil). Se o contrato encerrar e a empresa quiser ficar com o equipamento, então ela pagaria de volta um resíduo. Se a empresa deixar o equipamento (pois a instalação não faria sentido ser removida), nas próximas licitações já teríamos a infraestrutura e licitaríamos o monitoramento mais a manutenção do sistema.
  2. Monitoramento remoto ou in-loco? O monitoramento in-loco seria DEMO, mas o remoto seria sem DEMO. O problema do remoto passa a ser a infraestrutura de Internet e de no-break para manter o serviço. Vimos casos em que o remoto prevê o deslocamento de grupo tático em caso de ocorrências (disparo de alarme, falta de conectividade ou energia no local monitorado, etc). Felizmente, a licitação que citei acima tem um percentual previsto na planilha, nos moldes das ausências do colaborador em serviços DEMO. No nosso caso, temos 10 campi e mais a reitoria em região com infraestrutura deficiente e distantes dos centros (exceto reitoria). Então temos que pensar em tempo de resposta, empresa de monitoramento diferente da empresa de vigilância orgânica (se for o caso).
  3. Como definir um valor para o monitoramento remoto? Quantas pessoas são necessárias para uma quantidade X de câmeras? Como se dará o contato entre o monitoramento remoto e uma possível segurança orgânica (vigilante armado no local)? Qual o tempo de deslocamento e distância máxima que a equipe tática deve estar do local monitorado? A subcontratação é viável? Em que casos (instalação/manutenção, equipe tática, monitoramento remoto)?
  4. Quem tem competência para criar o projeto que irá embasar o valor de referência? Neste caso, estamos inclinados a criar uma equipe multidisciplinar (TIC, obras, contratos, etc). Aqui somos responsáveis somente pelos contratos DEMO.
  5. Caso desenhemos uma nova forma de comodato em que a empresa possa utiizar os equipamentos que a Administração adquirir, como implementamos isso juridicamente. Em todos as licitações que vimos a empresa fica com o equipamento após os 5 anos, o que nos parece um gasto desnecessário já que teremos que “comprar” os equipamentos para a empresa a cada 5 anos.
  6. Alguns órgãos pagam toda a instalação no primeiro ano e depois pagam somente o serviço de monitoramento. Algumas vezes a instalação é parcelada em 3 ou 12 meses. O que acontece com o equipamento numa licitação subsequente se a empresa vencedora do novo certame for a mesma?
  7. Qual o tempo de retenção? Qual a largura de banda do link de Internet para o monitoramento remoto? A gravação será feita somente se houver uma ocorrência, por exemplo o disparo de um alarme? Qual a necessidade de armazenamento?
  8. Com o monitoramento remoto (ou in-loco) poderemos reduzir a quantidade de vigilantes? Uma vez que temos um trânsito intenso de estudantes e público externo, o que queremos gravar (todos os corredores, somente pontos críticos, etc)?

Essas são algumas das perguntas que estamos nos fazendo, ao menos enquanto não se decide se ficará sob a nossa responsabilidade (por não parecer ser um serviço DEMO). Há outras perguntas, mas dependem umas das outras. Até agora não temos respostas das autoridades superiores se eles pretendem adotar o monitoramento eletrônico (remoto ou não). Então, ainda não começamos a produzir o ETP; estamos só coletando informações.

Essa foi nossa primeira linha de pensamento. O problema disso é que não teríamos parâmetros claros para julgar as propostas. Pensamos, inicialmente, em contratar uma empresa para criar um projeto para cada unidade. Daí, licitaríamos os projetos (provavelmente itens distintos), sabendo que a empresa que fez o projeto não poderia executá-lo. Então, solicitamos apoio a PF para realizar o projeto, para reduzir os custos. Mas o “projeto” enviado pela PF previa muitas câmeras e isso encareceria o serviço. Há muitas áreas que não temos como justificar câmeras. Daí, começamos a discussão sobre como dimensionar o projeto e a competência para isso. A resposta imediata foi que o pessoal de TIC poderia fazer isso, mas não me parece correto, pois eles poderiam entender dos equipamentos (o que não é difícil para pessoas que não são de TIC). Em seguida o pessoal de obras (engenheiros e arquitetos), mas ninguém é especialista em segurança. Na verdade, o posicionamento de câmeras parece ser muito intuitivo e depende das características dos equipamentos. O mesmo ocorre com os alarmes, quando se sabe como funcionam. Daí, percebemos que depois que definissemos os pontos teríamos que fazer o projeto executivo e básico (ambos de engenharia) para ter a planilha de obras (lançamento de cabos, instalação física das câmeras, obras necessárias para acomodar os equipamentos, etc). De tudo isso, percebemos que seria uma instalação customizada, então necessita um projeto específico para cada local. Por isso não me parece viável uma solução completa sem definir exatamente o que se deseja. Sem essa definição não teríamos o valor de referência e, sem ele, não teríamos como julgar propostas.
Daí, pensamos em criar kits de monitoramento. Uma central de alarme tem uma quantidade de canais, assim como um DVR, então poderíamos criar uma cesta com equipamentos mínimos para atender as necessidades específicas e fazer um SRP. Por exemplo:

  • Item 1: DVR (com N canais)
  • Item 2: Central de alarme (com N canais)
  • Item 3: Instalação por metro
  • Item 4: 8 câmeras IR 20 m
  • Item 5: 8 sensores ativos
  • Item 6: 8 sensores passivos
    E assim por diante. Por que 8? Porque parece que é o menor número de canais nos equipamentos (DVR e central de alarmes), que podem ter módulos de expansão.
    Neste caso, tem a questão de quantos monitores de vídeo um operador pode ser responsável, ao mesmo tempo. Enfim, são muitas variáveis e possibilidades.

Eu, particularmente, entendo que contratar uma solução que não seja customizada é o mesmo que contratar um seguro. Mesmo assim, a seguradora fará um inventário do que vai cobrir com o seguro. Qualquer coisa fora do inventário não será coberta. O mesmo ocorre com o monitoramento, no final das contas.

Uma última consideração é sobre ocorrências passadas e a viabilidade financeira do serviço. Será que o serviço não sai mais caro do que repor algo que foi eventualmente furtado? Quantos furtos ocorreram nos últimos anos? O valor do que foi furtado é muito maior do que o valor que pagaríamos pelo serviço ao longo do mesmo período?

Outros recursos online
Rede CFTV
Segurança CFTV CREA-PR
Instituto CFTV
Apostila CFTV
Sobre sensores
Guia ABESE
Entendendo DVR e resoluções
Guia Bosch de CFTV
Como montar um serviço de monitoramento

Eu gostei muito desse tema. Se quiser ir trocando ideias, fico à disposição.

3 Likes

Passamos exatamente por esses pontos na reunião de hoje.
Embora o desejo de inovação seja claro, quem decidiu mesmo foi a ´ponta do lápis´.
Colocamos os custos de hoje e projetamos um custo com o monitoramento e o impacto foi de 10%.
Não é um corte substancial para incluímos na contratação.
Então, melhor termos um estudo de uma empresa para colocarmos diante da nossa realidade.

Abraços e continuamos os estudos.

Telma!

Naquela entrevista para a Enap sobre segregação de funções eu falo algo que pode lhe ser útil (vide pergunta 5 e respectiva resposta).

https://comunidades.enap.gov.br/mod/forum/discuss.php?d=95

4 Likes

Telma, conhece o modelo da Central de Compras de contratar, primeiro, estudo de segurança corporativa integrada, antes de contratar os serviços em si? A Central fez um Pregão para contratar os estudos. A licitação está disponível em http://comprasnet.gov.br/ConsultaLicitacoes/Download/Download.asp?coduasg=201057&modprp=5&numprp=82018

A licitação acabou emperrando. Mas a Central de Compras obteve o mesmo serviço por doação, com base nesse chamamento público:

https://comprasgovernamentais.gov.br/index.php/central-de-compras/doacao-chamamento-publico/editais-de-chamamento-publico/1217-cp-8-de-2019

5 Likes

FranklinBrasil, o conteúdo do segundo link que vc postou não está mais disponível. Vc tem ele em outro endereço?

Oi, Tamara. O link atual é esse:

https://www.gov.br/compras/pt-br/assuntos/central-de-compras/doacoes/editais-de-chamamento-publico/chamamento-publico-no-8-2019

Chamamento Público nº 8/2019

Serviço de elaboração de modelo integrado de Sistema de Segurança Física com base em análise de risco, indicando os recursos tecnológicos de segurança eletrônica (controle de acesso, CFTV, central de monitoramento, sensoriamento de alarmes, entre outros) alinhado ao dimensionamento da equipe de segurança (recepcionistas, vigilantes e outros) para os prédios da Esplanada dos Ministérios.

1. Edital de chamamento público nº 8/2019

Obrigado, FranklinBrasil. Sabe informar algo a respeito dos resultados obtidos a partir dessa contratação? Será que já foi elaborado e está disponível o modelo integrado de Sistema de Segurança?

Ainda não foi divulgado o resultado, que eu saiba. Suponho que a pandemia pode ter dificultado a conclusão esperada.

Só mais uma questão, FranklinBrasil:

  1. No meu caso sou integrante de uma equipe de planejamento de Contratação de Serviço de Vigilância para o meu órgão;

  2. A equipe foi constituída no segundo semestre de 2020, e existia a expectativa de concluir a licitação em maio de 2021, pois o contrato atual completa 60 meses em junho de 2021;

  3. Gostaria de saber se é aceitável prorrogar o contrato em caráter excepcional por mais 12 meses, ou pelo prazo necessário para concluir a nova licitação, tendo como base o art. 57 da Lei 8666.

  4. Temos como justificativa a pandemia que do covid-19, que prejudicou a celeridade do processo. E, soma-se ainda à justificativa a questão de que, durante o planejamento da contratação constatou-se a necessidade de realizar estudo sobre modelo integrado de sistema de segurança física com base sistema CFTV alinhado ao dimensionamento de postos de trabalho (DEMO). Sendo que esse estudo demandou mais tempo do que o esperado.