Enquete sobre rotatividade de servidores na área de logística pública

Estudo realizado pela equipe de auditoria da CGU, evidenciou que as áreas relacionadas ao macroprocesso de contratação apresentam maior rotatividade de servidores do que outras áreas.

No período de janeiro de 2015 a dezembro de 2018, a rotatividade de servidores nos setores de compras foi de 73,98% contra 53,11% nos demais.

Tal situação contribui para a ocorrência de falhas nas contratações, uma vez que o assunto é extenso e possui uma longa curva de aprendizado, sendo aconselhável a especialização e a continuidade dos servidores responsáveis pelos processos de compras públicas.

A fim de mitigar os efeitos nocivos da rotatividade, é recomendável que as contratações mais facilmente padronizáveis, inclusive aquelas de serviços terceirizados com dedicação exclusiva de mão de obra, sejam centralizadas em equipes especializadas como a Central de Compras no Ministério da Economia.

Diante disto, surge a pergunta: Qual é o principal fator que causa a rotatividade?

Assim, gostaria de convidar a TODOS vocês, para participarem da enquete abaixo, respondendo a pergunta acima (ficará aberta até o dia 15/05).

Leia a íntegra do Relatório de Auditoria:
13680.pdf (820,2,KB)

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Ronaldo, o relatório é esse? Caso seja, acho que o link está errado.

Corrigi, Arthur!

Obrigado pelo alerta.

@ronaldocorrea sugiro destacar no título que se trata de uma ENQUETE, senão muitos talvez não entrem no tópico.

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Acredito que seja uma área bastante complexa, cheia de desafios, com mudanças legislativas constantes, além de pressões internas e externas.

Olá Ronaldo!

É muito bom você nos passar esses dados, não é a toa que a SEGES irá implantar a Portaria nº 13.623/2019, que irá contribuir para a melhoraria da gestão de compras públicas e auxiliará na redução da rotatividade de Servidores no Setor de Licitações. É uma pena muitas pessoas estarem remando contra a maré e não estarem se preparando para a mudança.que virá através da referida Portaria.

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Feito, @walterluis!

Alterei o título para destacar que se trata de uma enquete.

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Na verdade entendo que todos os itens são aplicáveis a e pergunta.

É muito complexo, acredito que todos os itens se apliquem. Desde a remuneração, pois existem variação dentro do país muito grandes para os pregoeiros e comissões. O medo em assinar e receber multas é grande, pois a grande maioria não tem capacitação suficiente, já que existe um grande arcabouço de leis, decretos, etc…E as pressões políticas, de autoridades são muito grandes.

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Entendo que todos os itens se aplicam, porém marquei o medo de ser punido porque quem trabalha nessa área tem um risco a mais que os outros servidores não suportam. Você carrega consigo o risco normal do cargo que ocupa (efetivos) e um plus negativo, que é estar sujeito a toda sorte de controles internos e externos, alguns com possível repercussão financeira pessoal. Geralmente sem qualquer retorno compensatório, sequer de natureza moral. Naturalmente as pessoas migram para uma área menos sofrível.

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Esse é um assunto muito complexo e importante que envolve diversos aspectos. Pois em uma mesma situação ou cenario pode envolver todas as situações acima. Não há como escolher ou acontecer apenas uma.

Gostaria de marcar todos, mas acredito que a opção “medo de ser punido” esteja mais adequada a minha realidade. Quando comecei na área de compras, éramos 24 e agora são 8. A grande maioria dos que saíram tem o mesmo sentimento, infelizmente: “não importa se você faz o certo ou não, uma hora o controle vai entender que não e você vai ser punido, seja com PAD, multa ou algo pior.”

A complexidade se eleva quando há cargos de confiança ou função gratificada envolvidos. Estava desenvolvendo um trabalho de liderança na equipe administrativa e fui interrompida quando retiraram a minha FG por retaliação. Até que eu prove que se trata de ato contra alguns princípios administrativos, o da impessoalidade ou o da supremacia do interesse público, por exemplo, os processos perdem velocidade ou retrocedem. E eu perdi totalmente o interesse. É frustrante.

Salvei os resultados coletados até agora e ampliamos as perguntas, para melhorar os dados para análise.

Peço que respondam e divulguem.

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Me considero da “área de compras”, mas de fato eu estou como responsável pela execução de toda a atividade administrativa do órgão, o que inclui a área de execução orçamentária e financeira, de administração predial, de controle de material e de gestão de pessoas (com exceção da parte de pagamento de folha de pessoal). Então, julgo ter um conhecimento de outras áreas as quais eu eventualmente tenho que executar na ausência do subordinado responsável.

De todas essas áreas, a área de compras é a mais complicada porque exige profissionais criativos, ágeis frente a demandas urgentes, com alto senso de prioridade e cujos conhecimentos técnico-administrativos são mais “cobrados”, pois, de certa forma, há uma resposta praticamente imediata quanto à qualidade e à assertividade do trabalho desenvolvido, feita por um órgão externo respeitado que é a consultoria jurídica. E a análise jurídica é obrigatória na maior parte das contratações públicas, o que não acontece em muitas outras áreas. Então, a depender do tamanho da equipe, não dá nem para respirar, sempre vai ter pendências para ontem, desde correções em atendimento a pareceres jurídicos, supervisão do trabalho dos fiscais de contrato, sanções administrativas, sessões públicas de licitações, elaboração/revisão de estudos de contratações, elaboração/revisão de relatórios de recebimento de serviços etc.

Então, soma-se a isso uma remuneração que está aquém da exigência feita, havendo para onde ir, teremos mais pessoas saindo dessa área por não se sentirem motivadas e adequadamente remuneradas para encarar esses desafios.

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Oi Ronaldo. Depois poderia disponibilizar aqui os resultados? Considero sua enquete muito importante para melhoria na qualidade da gestão de contratações públicas.
Obrigada

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Considero que a área de logística sofre do mal da administração como um todo: é uma área “higiênica”, em que o trabalho jamais será fantástico ou ótimo, mas que uma falha muito simples derruba toda a imagem. Exige um perfil específico e gosto pela coisa, especialmente negociar. Vejo na logística um potencial enorme de formar ou receber pregoeiros (outra área desvalorizada), e que fica como medalha de bronze na questão de (des)valorização no serviço público: ainda acho pior a questão dos supridos e dos fiscais de contrato, que muitas vezes não recebem um centavo por uma bucha enorme.
Posto que higiênica, não adianta esperar coisas como salário. A ideia tem que ser criar um bom ambiente de trabalho, e tentar, na medida do possível, criar um ambiente adequado e atrativo, daquele que chame a atenção do servidor que quer fazer suas tarefas com tranquilidade. Nisto, o suporte da chefia é fundamental em orientar, compreender, ouvir, e dar liberdade de ação. Em geral, como estão na ponta, podem definir muito bem uma boa solução para as aquisições, porque já estão em contato com fornecedores que sabem das nossas especificidades.

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Sim, @Monica_Antinarelli, disponibilizaremos os resultados após o dia 15, quando faremos um artigo sobre a análise dos dados coletados, para facilitar a divulgação.

Baixa remuneração, baixa capacitação, influência política

@ronaldocorrea, você pode informar a data da divulgação da análise dos dados desta pesquisa?