Colegas,
Iniciei os estudos para contratação de energia elétrica no mercado livre de energia.
Ocorre que, para realizar a estimativa do valor, pesquisei no sitio da Câmara de comercialização de Energia Elétrica que tem painel de preços onde se obtêm os valores praticados.
Ao comparar os valores praticados no mercado livre com os valores no mercado regulado na região sudeste (estou no Rio) conclui que o mercado livre os valores são maiores que o mercado regulado.
Gostaria de saber sobre a experiência de colegas nesse tema para saber se estou percorrendo a trilha corretamente.
Qualquer contribuição será bem vinda para pensar melhor em como proceder.
Olá, incluir o material que você disponibilizou mas ainda tenho dúvidas.
Pois, ao consultar a página da Câmara de Energia Elétrica é possível verificar que o valor médio executado na região sudeste nos últimos 12 meses é de R$ 133,41 (reais/Mwh).
Quando uso essa referência em nosso consumo médio mensal de 12,07 MWh.
O valor final é muito menor do que o valor que pagamos atualmente através do mercado regulado.
Estou com muitas dúvidas.
Olá, consultei algumas contratações no PNCP e todas realmente são mais caras que essa que você apontou (que é realmente muito barata).A mais barata foi a do TRF4 que acredito que fique na casa dos 180 reais o MW. Vou mandar aqui todas que encontrei:
PNCP: 42498600000171-1-000010/2024
Órgão: MUNICÍPIO DE RIO DE JANEIRO
R$/KW Homologado: 0,247659999
PNCP: 00508903000188-1-000759/2024
Órgão: JUSTIÇA FEDERAL DE PRIMEIRA INSTÂNCIA
R$/KW Homologado: 0,183852521
PNCP: 07750478000188-1-000186/2024
Órgão: SERVIÇO AUTÔNOMO DE ÁGUA, ESGOTO E MEIO AMBIENTE DE SERTÃOZINHO - SAEMAS
Eu vi essas indicações que você encontrou. O diferencial é que o município do Rio está contratando para muitas unidades. E alguns editais traçam a estimativa com valor mínimo e valor máximo… Eu realmente não sei como chegaram à essa conclusão.
No meu caso é somente UM prédio.
Meu receio é estimar muito para baixo.
No meu órgão não há experiência no tema para chegar a um denominador comum.
Quem puder ajudar será bem vindo.
Em quantitativos menores só vi o IFRN com uma ARP no ID PNCP 10877412000168-1-000134/2024, triste que o custo foi mais elevado do que o que você informou (R$ 261,33 /MW - s/ ICMS)
Eu li o ETP e estou com dificuldade em entender como eles chegaram à conclusão do valor de referência…
Quero entender como chegar a este ponto.
Só que não entendo o mercado livre e as opções.
O planejamento da contratação desse objeto (mercado aberto de energia elétrica) requer profissional de engenharia (eng. eletricista e (ou) eng. de energia). A ausência desse profissional qualificado para precificar o objeto configura exercício ilegal da profissão, acarretando sanções legais e administrativas.
Entendo sua argumentação mas não é o caso prático pois muitos órgãos não possuem este profissional.
Como seria possível realizar tal contratação se o órgão não possui engenheiro?
E como seria possível realizar o que a legislação obriga se não se tem engenheiro?
De muitas maneiras, muitos órgãos fazem planejamento sem profissional da área específica.
Defendo a tese da continuação do contrato com o mercado regulado até que seja possível a contratação de consultoria especializada para a realização dos estudos necessários e indispensáveis para a realização de licitação para o mercado aberto, se a conclusão da consultoria for nesse sentido.
Encontrei o artigo abaixo…
Considero a possibilidade de fazermos uma inexigibilidade até obtermos esse tipo de contratação para analise das condições do mercado livre.
Falhas no processo de abertura do mercado de energia elétrica podem elevar preços
TCU avaliou processo de abertura gradual do mercado de energia elétrica, analisou riscos e identificou falhas que podem reduzir a competição e elevar preços
Será que essa necessidade (energia elétrica) não seria mais bem endereçada por um contrato de eficiência, aquele em que se contrata o maior desconto em relação ao gasto atual, cuja solução poderia englobar alteração no sistema elétrico atual além de alterações na forma de geração e aquisição de energia.
O grande problema, @FranklinBrasil , é a complexidade técnica para a realização de um planejamento de contratação.
O objeto se tornou um serviço de engenharia.
Aos órgãos que não possuem capacidade técnica para realizar o planejamento da contratação, resta a contratação de consultoria, assim como fez a JUSTICA FEDERAL DE PRIMEIRO GRAU - PA, que contratou empresa para execução de serviços de consultoria, assessoria e elaboração de documentação técnica e licitatória para possibilitar a migração ao mercado livre de energia elétrica – Ambiente de Contração Livre (ACL) e para a gestão do suprimento de energia elétrica.
Entendo, @Iago, mas já que há complexidade suficiente para justificar consultoria, será que não seria mais interessante uma consultoria mais ampla, que vá além das opções de compra de energia e avalie a hipótese de modelar um contrato de eficiência do gasto de energia como um todo?
Esse mercado de intermediação de soluções de energia parece muito dinâmico, a julgar por essa notíicia a respeito dessa Startup que está ganhando tração muito rápido entre pequenos consumidores: