Tipos de Controle de Ponto

https://gestaodesegurancaprivada.com.br/registro-de-ponto-definicoes-tipos/

Boa tarde Walter,
Queria contribuir com o tema. Aonde trabalho passamos por uma fase de muita discussão sobre isso:

Trabalhei com sistema de ponto eletrônico no executivo, no Serpro. Queria apontar duas coisas, uma boa, e outra ruim (ou péssima):

  1. (Coisa boa) usávamos um sistema duplo, aonde o cartão de acesso do funcionário era usado como primeiro nível, na catraca de entrada do prédio, com controle de câmera de gravação e segurança humana. O segundo nível era o login em computador interno, com “o que vc sabe”, a senha usada no AD. Tivemos um caso curioso aonde uma pessoa usava um script na crontab do pc dele para ligar o pc e desligar sozinho, e a inserção de senha por meio de automação de script. Foi resolvido através da análise do log de catraca + CÂMERA (pegaram o cara passando todo dia de manhã o crachá e girando a catraca, para frente, na mão, e no final do dia ele voltava para fazer o inverso). Gosto muito desse tipo de segurança, complexa, e passível de auditorias futuras que tiram qualquer dúvida.
  2. (Coisa ruim) Eu era um analista de negócios lá, e uma das coisas vendidas pela empresa era o sistema de ponto, que por sinal, eu achava ótimo. Ele possibilitava 3 tipos de rigidez em controle de pontos. Tentando lembrar e tmb resumir, seria um rígido, de 8 às 18, com 2 horas de almoço, de meio dia às 14. O outro era semi rígido, aonde a pessoa deveria cumprir sua jornada de 8 horas com 2 de almoço e mesmo se tivesse falhas de minutos, ela podia compensar no próprio dia (ex: entrou 8:13, sai 18:13), porém tinha um espaço máximo para essa falha (ex: não podia entrar depois das 8:30). E a última era flexível, deveria fazer as 8 horas por dia, com 2 de almoço, entrando e saindo dentro do horário de funcionamento da empresa (ex: 7:00 às 22:00).
    Eu acho isso um absurdo, eu acredito que a regra tem que ser única…todo funcionário tem direito aos mesmos direitos, independente de ser parente de quem seja, amigo ou namorado de quem for. Estamos numa época de definição desse tipo de coisa, e espero que o bom senso prevaleça e não deixem os maus exemplos sirvam de régua balizadora para a criação das regras.

Oi, @Joao_Fortes felizmente estamos nos encaminhando para jornada flexível e/ou aferição por entregas.

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João!

Um horário único de trabalho para todos, atuando em atividades as mais diversas, como atendimento ao público, análise de sistemas de TI, planejamento estratégico, direção, gestão de frotas, fiscalização de contratos de manutenção predial, auditorias e trabalhos externos etc, etc, etc é que me parece bem absurdo, você não acha?

E, ademais, controlar ponto não é o mesmo que garantir que os funcionários trabalhem.

Eu gosto muito do modelo de gestão de demandas da CGU, que dispensa integralmente o controle de ponto, possibilitando o teletrabalho ou mesmo o trabalho presencial por pactos.

https://www.cgu.gov.br/sobre/governanca/programa-de-gestao-de-demandas

Pra mim o controle de ponto sem controle de produtividade é desperdício de recurso e tem um ranço de patrimonialismo, porque fica aquela cultura de “meu funcionário”, “meu motorista”, “minha secretária”…

Na verdade não é o horário que eu acho que deve ser único, mas sim a regra.
Se for pra fazer horário rígido, que seja para todos: exs: 1 pessoa trabalha de 8 às 18, fixo. Outra faz de 7:30 às 17:30. de 9 às 19.
O que acontece, é que para alguns tem horário rígido e para outras o flexível. Isso eu considero errado pois é usado como forma de punir alguns: ok, se não fizer isso dessa forma, eu troco teu modo de ponto, de flexível para rígido.
O exemplo que eu sempre tinha em mente é que eu tinha o semi flexível, e pessoal do Rio não podia ter esse tipo de ponto visto o trânsito caótico de lá e muito morarem em Niterói. Eu achava que se o rapaz do Rio podia se atrasar por causa do trânsito, eu tmb poderia, morando em Brasília (lembrando que em todos os casos, cumprindo a carga de 8 horas diárias).

João!

Isto sempre será prerrogativa do chefe imediato fixar. Não faz sentido engessar, porque cada área tem uma dinâmica de trabalho.

Já não é fácil ser gestor público, por conta do “apagão das canetas” pelo medo irracional do TCU. Imagina o cara não poder gerenciar o horário de trabalho da sua equipe!