Em um estudo realizado em 2006 pela Fundação Instituto de Administração (FIA) para o então Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG), foi constatado que uma licitação na modalidade pregão custaria em média vinte mil reais para a Administração Pública. Se corrigíssemos este valor pelo IGP-M acumulado do período, o custo hoje para a realização de um pregão passaria de quarenta mil reais.
Neste mesmo estudo da FIA, foi levantado que o custo específico para as empresas elaborarem suas propostas representa em torno de 30% do custo total para participar de uma licitação pública, apontando que, mesmo para as empresas tal custo é elevado.
Diante de informações assim, fica claro que o tema pesquisa de preços de mercado é relevante dentro do universo das contratações públicas.
Por isto, é necessário analisar adequadamente os preços pesquisados, e é sobre a aplicação de tratamentos estatísticos na pesquisa de preços que eu escrevo neste artigo.
No órgão em que você trabalha fazem uso de outros tratamentos estatísticos? Quais?