Os desafios do planejamento de pessoal em nível governamental e o porquê de o DFT não ser a solução mágica

Este ensaio tem como objetivo apresentar questões relevantes a respeito do Dimensionamento da Força de Trabalho (DFT) na Administração Pública Federal (APF). Para tanto, foi estruturado em três seções. A primeira expõe os conceitos sobre o tema e suas perspectivas de análise, destacando a relevância do Planejamento da Força de Trabalho (PFT) como estratégia ou diretriz governamental previamente à oferta e difusão dos modelos de DFT aos órgãos e às entidades da APF. Na segunda seção, apresenta-se uma síntese dos métodos de DFT sob ponto de vista estritamente organizacional, as recentes recomendações e diretrizes provenientes do Ministério da Economia (ME) e as indicações resultantes da convergência em literatura. Enfatiza-se que os modelos existentes possuem características prescritivas, oferecem variáveis relacionadas à mensuração de produtos ou entregas individuais e desconsideram características cognitivas do trabalho realizado em boa parte do setor público, tais como as atividades relativas à formulação e à implementação de políticas públicas. Por fim, propõe-se que os modelos prescritivos ou lineares sejam substituídos por modelos autóctones e previamente validados que considerem as características da organização – incluindo políticas, produtos ou serviços prestados à sociedade – e o nível de maturidade institucional para a adoção de novas técnicas e ferramentas de gestão. Afinal, são ferramentas e precisam conferir respostas mais rápidas aos anseios governamentais. https://periodicos.unichristus.edu.br/gestao/article/view/2619

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Leitura rápida e com muito informação relevante. :+1: