Descentralização de compras públicas de tecnologia da informação e comunicação : um estudo de caso na Universidade de Brasília

A função compra tem ganhado cada vez mais importância dentro das instituições, sejam elas públicas ou privadas, gerando diversos debates quanto a sua eficiência e eficácia dentro das mesmas. Assim, é de vital importância que as estratégias inerentes às compras sejam estudadas e avaliadas. A descentralização é uma das estratégias a ser utilizada na reformulação de um sistema de compras quando da busca por resultados mais eficientes. Este trabalho avalia os resultados da descentralização de compras públicas de tecnologia da informação e comunicação dentro da Universidade de Brasília, por meio de um estudo de caso no qual foram comparados dois períodos distintos, antes e após a descentralização das compras. Considera-se, de igual modo, a opinião dos estudiosos da área, bem como o resultado de outros estudos na mesma linha. Os resultados obtidos na pesquisa apontam para um aumento da economia após a descentralização das compras públicas. Entretanto, demonstram a necessidade da realização de estudos mais aprofundados e com a utilização de um maior tamanho amostral. Repositório Institucional da UnB: Descentralização de compras públicas de tecnologia da informação e comunicação : um estudo de caso na Universidade de Brasília

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Questão interessante, mas talvez mal colocada: se a descentralização de compras numa mesma instituição revelar maior agilidade nos processos de compras, e apenas isso, muito bom! Entretanto, em compras de TICs numa grande organização há outros requisitos que apenas agilidade ou economia: primeiro, é necessário não se perder a coesão dos sistemas (de redes, aplicativos corporativos, serviços integrados, etc.) e, acima de tudo, não se transformar a infraestrutura de TIC do órgão numa “colcha de retalhos” sem integração sistêmica alguma, com subredes e aplicativos dessas subredes espalhados por todas as unidades descentralizadas, que em última análise representa um verdadeiro caos administrativo. E, segundo, esse modelo “feudal” de gestão de TIC poderá também comprometer a segurança da informação em todo o órgão, pois as subredes desintegradas provavelmente não terão recursos suficientes para conter ataques aos seus sistemas (como ficaria, por exemplo, o sistema de controle acesso para os sistemas corporativos do órgão?).