Cenário mínimo e máximo da planilha de formação de preços

Olá, pessoal! Tudo bem?
Estou finalizando a elaboração da planilha de formação de preços para o serviço de limpeza e de jardinagem.
Consultei o Caderno Técnico do Estado do RJ, disponível no site de Compras do Governo e também usei algumas planilhas disponibilizadas aqui no NELCA como referência.
Gostaria de saber de vocês, como fizeram para formar o valor da Rubrica de insumos diversos, pois no caderno técnico ele é encontrado por meio de um percentual, mas na contratação anterior aqui cotamos cada um dos itens achando seu valor e dividimos pelo numero de funcionários para saber o valor que vai para a planilha. Como vocês costumam fazer no órgão de vocês?

Outra dúvida é em relação aos valores Mínimo e Máximo que aparecem nesses cadernos técnicos. É preciso, isto é, é obrigatório utilizar o valor mínimo no edital? Pois da forma que fiz a planilha, acredito que só encontrei o valor máximo, utilizando-o para ser meu valor máximo aceitável para a contratação. Dessa forma, não teria um valor mínimo.

Agradeço muuuuito se alguém puder me ajudar!!!

Atenciosamente,

Isabela Dias
IFFluminense

Isabela,

Sugiro dar uma olhada no modelo de planilha que a Central de Compras publicou em sua audiência pública aqui:

http://www.planejamento.gov.br/acesso-a-informacao/licitacoes-e-contratos/consultas-publicas

Consulta Pública 05/2019 – Central de Compras

  1. Termo de Referência - Anexo VII-A - Planilha de Custos e Formação de Preços - Serviços Fixos; (.xls)

Nessa planilha, a formação do preço é assim:

Veja que nesse modelo, mão de obra e materiais/equipamento ficam em planilhas separadas. E o mais “inovador”: o lucro NÃO é vinculado aos custos. Defendo fortemente esse modelo.

Para ESTIMAR os materiais e equipamentos, defendo usar percentual baseado na MEDIANA de contratos similares. Como referência básica, tanto os cadernos do Comprasnet quanto do CADTERC usam 12% sobre os custos de mão de obra.

Uma medida adicional muito válida é estimar a população a ser atendida (fixa e flutuante) e estimar o consumo de Papel Higiênico e Papel Toalha. Esses itens costumam responder por cerca de metade dos custos de materiais. Eu uso esse site para estimar o consumo: https://www.eliteprofessional.com.br/comprove-sua-economia

Sabendo o consumo, faz-se uma pesquisa no Painel de Preços pela Mediana do Papel Higiênico e do Papel Toalha. Com isso já se terá cerca de metade do custo de materiais da limpeza.

O TCU tinha uma regra interna que eu achava ótima. Se já houvesse contrato em andamento, só precisava fazer pesquisa dos materiais que representassem até 60% do total. Em limpeza, isso acabaria ficando só com Papel Higiênico, papel toalha e sabonete líquido, provavelmente. O restante não precisava pesquisar, podia ser usado o preço vigente, corrigido, se fosse o caso, pelo IPCA. Eu gosto muito dessa regra e defendo esse tipo de simplificação e racionalização, com fundamento no Art. 14 do Decreto-Lei 200/67.

Quando ao limite mínimo, você fará sua planilha para ter o preço máximo. O preço mínimo eu recomendo calcular zerando os itens de custo que são discricionários e gerenciáveis pela empresa (tipo Desp Adm, Lucro, encargos estimativos) e isso te dará um valor de referência para proposta potencialmente inexequível, que ajuda a decidir por diligenciar o licitante em caso de proposta muito baixa.

Espero ter contribuído.

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Franklin, muito obrigada pela ajuda!!!
Farei o somatório do valor dos materiais fora da planilha da mão de obra, realmente me parece ser o melhor modelo. Devo somar o COFINS tambem? Pois é somente para empresa com lucro real né?
Quanto aos custos, acabei cotando todos os materiais já, irei utilizá-los!

Só me restou uma dúvida quanto ao limite mínimo: ele precisa vir expresso no termo de referência? Ou posso só tê-lo comigo para analisar a proposta do licitante?

Sim, contribuiu e muito!!

Atenciosamente,

Se vc já tem os custos dos materiais orçados, em vez de um percentual médio, então deve aplicar o desconto do PIS/COFINS, sobre o total dos materiais e equipamentos, conforme orientação da Seges em

https://www.comprasgovernamentais.gov.br/index.php/noticias/1180-orientacoes-incidencia-nao-cumulativa-pis-cofins

Não precisa divulgar o limite mínimo. É um parâmetro para ajudar na sua análise.

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Ah sim, entendi!
Muito obrigada pela ajuda de sempre, Franklin!

Atenciosamente,

Uma dúvida quanto ao tópico materiais.

Alguns editais pedem o fornecimento de materiais de higiene (que não são usados diretamente na limpeza dos ambientes).

Vejo que os cadernos técnicos consideram apenas os materiais de limpeza nos estudos.

O correto não seria separar este valor quando exigido em edital? Uma vez que o custo do material de limpeza gira em torno de 12%, mas o material de higiene pode variar muito, mas MUITO mesmo.

Por exemplo, papel higienico folha simples é metade do preço do folha dupla, e por aí vai. Varia com tamanho, tipo, cor, etc.

Ademais, sendo um material que não é aplicável ao objeto (prestação de serviços de limpeza) este material deveria estar incluído no edital? Estes insumos não são otimizados com a expertize da empresa, mas sim de acordo com o fluxo no órgão, logo, a empresa não consegue fazer uma gestão de eficiência neste ponto. Além de não constar no caderno técnico.

Somado a isto, o preço referencial, máximo e mínimo, não levaram isto em conta, logo, deveria estar orçado de forma separada.

Willian,

Debatemos a questão dos materiais de higiene em tópicos anteriores do Nelca, a exemplo:

https://groups.google.com/d/msg/nelca/nn4qnEaa70Q/AZWTXz6uAgAJ

https://groups.google.com/d/msg/nelca/ZU45WUmFdCw/gOwBYam4AwAJ

Basicamente, defendo que os valores-limite não incluem os materiais de higiene pessoal. Portanto, se forem incluídos na contratação, são elemento “extra limite”.

Defendo que o melhor método de estimativa seja obter mediana de percentuais praticados em contratos semelhantes. Um dos tópicos que citem trata da metodologia pra fazer isso.

Outro método, alternativo ou complementar e que também defendo, especialmente nos contratos grandes, é fazer a estimativa de consumo (quantidade de material) com base a população usuária das instalações e pesquisar o preço de mercado dos produtos.

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