Estou fazendo um ETP com objetivo na aquisição de veículos sedan, híbridos, mas estou esbarrando na vedação de aquisição de bens de luxo. Nossa frota tem mais de 20 anos, e estamos trabalhando com a meta de manter o orgão sustentável. Alguém tem essa experiência?
Olá, @IzAlves !
Como que se deu o levantamento de “requisitos da contratação” e de “levantamento de mercado” no seu ETP?
Para o caso em questão, acredito que o critério de sustentabilidade não seja suficiente para a tomada de decisão.
ainda estamos fazendo o estudo… nada definido.
A necessidade é realmente ‘aquisição’ de veículos? Isso parece mais uma das possíveis ‘soluções’ para a necessidade de deslocamento.
No artigo ETP: dilema necessidade x solução debatemos um erro muito comum, de confusão entre os conceitos.
Aliás, citamos, nesse artigo, o Acórdão n. 2328/2015-P, no qual o TCU exemplificou a noção de um estudo de possíveis alternativas exatamente para a necessidade de transportar servidores:
a) comprar veículos e combustível, contratar motorista, manutenção, seguros;
b) análogo à alternativa ‘a’, mas com aluguel em vez de compra dos veículos;
c) análogo à letra ‘a’, mas usando motoristas próprios, em vez de terceirizados;
d) contratar transporte integrado, pagando por km rodado.
Hoje existem ainda mais alternativas disponíveis, como o serviço por demanda, tipo o TaxiGov e modelagens ainda mais avançadas estão em desenvolvimento, o MobGov.
Enfim, pode ser que a solução adequada seja a compra de veículos. E pode ser que a melhor especificação seja o tipo híbrido. Mas isso depende essencialmente do estudo e demonstração da necessidade e dos requisitos associados a ela.
Espero ter contribuído.
Estou fazendo uma contratação similar. Foquei no híbrido porque ele tem menor consumo de combustível e menor emissão de poluentes. Dentre os híbridos, há os Híbridos Plug-in (PHEV), os Híbridos (HEV) e os híbridos leves. Os Plug-in precisam ser carregados na tomada e exigem a instalação do carregador, principalmente se for carga rápida. Os híbridos normais, como o Corolla e o Civic, não precisam do carregador, têm uma bateria menor e usam o motor a combustão para carregá-la. Os híbridos leves, como os Caoa Chery, têm um motor elétrico bem menor, que só auxilia o motor a combustão, mas acaba que não reduzem significativamente o consumo e a emissão de gases do efeito estufa.
O híbrido não é luxo. O preço é bem próximo do veículo a combustão. O Corolla híbrido, por exemplo, é por volta de 15 mil mais caro que o a combustão. Considerando a economia de combustível, a isenção de impostos (se houver no seu estado), o valor se paga.