Análise jurídica em processos de inexigibilidade, valor abaixo de R$ 17.600,00, variação do dólar

Prezados, bom dia.

Segundo a Orientação Normativa nº 46/2014 da AGU, contratações via inexigibilidade de licitação cujo valor seja inferior a R$ 17.600,00 só precisam passar por análise jurídica caso haja minuta de contrato não padronizada ou o administrador tenha suscitado dúvida sobre a contratação.

Estamos planejando a contratação de um curso internacional cujo valor total é $ 3.500,00 (dólares). Dependendo do dia em que fizermos a conversão dos valores, pode ser que passe de R$ 17.600,00 ou fique abaixo. Minha dúvida é sobre o momento ideal para se fazer essa conversão, para decidirmos se o processo deve ir ou não para análise jurídica.

Meu posicionamento é de que o processo não precisaria de análise jurídica, ainda que passe alguns reais do limite de R$ 17.600,00 no dia em que a conversão for realizada. A AGU lançou recentemente a mesma orientação normativa, porém com base nos valores da Lei nº 14133/2021 (ON 69/2021). Apesar de ser claro o fato de não podermos misturar uma lei com a outra (o órgão que trabalho ainda está usando a 8666), penso que não tem lógica concluir ser necessário enviar para análise jurídica contratações no valor de R$ 17.600,01 caso a contratação seja feita pela lei antiga, e não ser necessário enviar para análise jurídica contratações de R$ 49.999,99 caso seja feita pela lei nova. Isso fere a lógica do art. 14 do Decreto-Lei 200/1967, sempre citado pelo professor Franklin:

Art. 14. O trabalho administrativo será racionalizado mediante simplificação de processos e supressão de controles que se evidenciarem como puramente formais ou cujo custo seja evidentemente superior ao risco.

Gostaria da opinião dos senhores. Obrigado!